terça-feira, 1 de setembro de 2009

CANA DE AÇÚCAR SUFOCA POPULAÇÃO ALAGOANA


Em Alagoas, cerca de 63,95% de toda a área agricultável é ocupada pela produção da cana-de-açúcar. O equivalente a 410.835 hectares, que corresponde a 54 cidades de um total de 102. (IBGE)


No interior alagoano, na zona a mata, que de mata já não tem quase nada, pois a cana-de-açúcar consome grande parte das terras da região. Messias, uma das cidades pertencente a essa região, tem 90% de sua extensão territorial plantada de cana. Isso é um problema habitacional, ecológico e de saúde.


Quando chega a primavera, começa o período da colheita da cana. Ela e queimada para facilitar o corte, que é feito manualmente por trabalhadores rurais contratados pelas usinas, e por razão da proximidade do centro urbano, muitas pessoas sofrem problemas respiratórios, além do medo de terem suas casas consumidas pelas chamas.


Num passado não muito distante, coronéis da região costumavam “resolver” seus problemas amarrando e queimando as pessoas vivas dentro das plantações de cana. Talvez, este pensamento ainda esteja vivo nas atitudes dos políticos da cidade, que defendem os interesses das usinas, quando foram eleitos para defenderem o povo de Messias. Por isso, não se importam em deixar a população morrer asfixiada no meio da fumaça dos canaviais, com tanto que, o dinheiro das próximas campanhas eleitorais esteja garantido.


Atualmente, um movimento conjunto entre a população e a igreja católica, dirigido pelas pastorais sociais; PJMP (Pastoral da Juventude do Meio Popular) e CPT (Comissão Pastoral da Terra). Buscam dentro das formas legais uma solução para a situação.

I DESPERTAR JOVEM - SANTANA DO MUNDAÚ


ANIVERSÁRIO DA PJMP DE BRANQUINHA

No último domingo de agosto de 2009, dia 30, os jovens do grupo JUNAF/PJMP (Juventude Unida no Amor e na Fraternidade) organizaram o seu décimo sexto aniversário. A data oficial é 18 de agosto, mas por razão da maioria dos jovens do grupo trabalharem durante a semana, a festa foi adiada para o domingo mais próximo.
Parabéns companheiros!

sábado, 1 de agosto de 2009

RESULTADO FINAL DA ENQUETE

Durante o último mês de julho, a PJMP realizou uma enquete neste blog. A pesquisa foi uma forma interativa da coordenação arquidiocesana ouvir as opiniões da juventude, não só a dos jovens da PJMP, mais de todos que tiveram acesso a esta página durante os últimos dias.

Uma questão foi exposta; "Na sua opinião, é certo misturar política e religião?", e foram colocadas duas opções como respostas; SIM ou NÃO. A intenção foi entender como os e as jovens que estão inseridos e inseridas no âmbito religioso se comportam tendo que enfrentar a politização da sociedade.

RESULTADO FINAL
  • PERGUNTA: NA SUA OPINIÃO, É CERTO MISTURAR RELIGIÃO E POLÍTICA?

  • OPÇÕES DE RESPOSTAS: SIM - NÃO

  • TOTAL DE VOTANTES: 19 pessoas
VOTOS, SIM: 18pessoas - 94%
VOTOS, NÃO: 1 pessoas- 6%

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A TIGELA DE MADEIRA

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho dequatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai - disseo filho. - Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão. Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho dacozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras quelhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão. O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança: - O que você está fazendo? O menino respondeu docemente: - Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisavaser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O TREM DA HISTÓRIA



Desde, 09 de julho de 1978, a PJMP vem participando e intervindo na história e na vida do Brasil e dos brasileiros. Ela nasce das ações da juventude operária católica - JOC, que em meio a ditadura militar é sanguinariamente eliminada, mas alguns poucos corajosos e corajosas ousaram reinventar um novo jeito de ser igreja e de lutar pelo povo, nasce assim, com o aval da conferência do episcopado latino americano e a assinatura do punho do próprio, até então papa, João Paulo II, a Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP.
Das lutas pelas diretas já até as atuais, muitas idas e vindas se deram ao longo da caminhada. E o que hoje é consenso para todos e todas que passaram por este trem, é a certeza que a sua existência marcou suas vidas.
O encontro arquidiocesano da PJMP este ano aconteceu na cidade de Colônia de Leopoldina, em uma chácara localizada na zona rural da cidade, um centro de reuniões criado por um antigo pároco estrangeiro que administrava a paróquia da cidade. Hoje, quem se responsabiliza pelo espaço é a associação de trabalhadores rurais da cidade-ATRAPO.
Denison Queiroz, ex-secretário arquidiocesano da PJMP (Maceió), assessorou o encontro junto da coordenação arquidiocesana. Representantes de sete cidades estiveram presentes: JUNDIÁ, COLÔNIA DE LEOPOLDINA, MESSIAS, MURICI, BRANQUINHA, UNIÃO DOS PALMARES E SANTANA DO MUNDAÚ. Com estas representações a PJMP esta articulada em duas grandes áreas pastorais; VALE DO MUNDAÚ E NOROESTE.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Organizações pressionam pela condenação do Coronel Pantoja

Hoje dia vinte e três (23), um dos principais envolvidos no Massacre de Eldorado de Carajás, o coronel da Polícia Militar do Pará, Mário Colares Pantoja, terá o recurso especial julgado no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Na ocasião, o STJ decidirá se anulará ou não o julgamento no qual o policial foi condenado a 228 anos de prisão. Entidades sociais estão mobilizadas em ações que pedem a continuidade da condenação.
De acordo com Ulisses Manaças, membro da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), "a expectativa do MST é que se mantenha a condenação". Para isso, entidades e movimento sociais estão promovendo uma "Campanha pela manutenção da condenação do coronel Mário Pantoja".
Segundo o coordenador, a campanha consiste em um abaixo-assinado que pede a condenação do coronel. A carta com as assinaturas será encaminhada aos Ministros integrantes da Quinta Turma do STJ e à Ministra Relatora, Laurita Vaz, responsável pela avaliação do recurso.
Além disso, Manaças comenta que os acampamentos e assentamentos do MST estão em vigília pelo julgamento. Para amanhã, o coordenador explica que entidades e movimentos sociais estão preparando mobilizações nas sedes dos Tribunais de Justiça Estaduais para pressionar a decisão das autoridades.
Para o coordenador, não é necessário somente a condenação dos comandantes do massacre. "Para nós, a condenação é parte de um processo maior", comenta. Manaças considera importante que o Estado brasileiro também seja responsabilizado pelo crime. "A finalização correta seria o Judiciário fazer uma ampla revisão do processo com o julgamento dos mandantes, comandantes e executores", opina, acrescentando que as vítimas ainda precisam ser reparadas e indenizadas: "a indenização [até agora] foi para somente 23 famílias."
No dia 17 de abril de 1996, 155 policiais militares atacaram, com armas de fogo, trabalhadores rurais que estavam bloqueando um trecho da rodovia PA-150, local denominado de curva do "S", próximo ao município de Eldorado de Carajás, no Pará. Os integrantes do MST reivindicavam a realização da reforma agrária no país.
A ação policial resultou em 19 mortos e mais de 69 trabalhadores feridos e mutilados. Hoje, 13 anos após o ocorrido, apenas dois dos 144 policias incriminados foram condenados: o coronel Mário Colares Pantoja, condenado a 228 anos de prisão; e o major José Maria Pereira de Oliveira, condenado a 154 anos.
Entretanto, os dois ainda não estão presos, pois receberam o benefício de recorrer em liberdade. Os policias aguardam o julgamento dos recursos de apelação que foram apresentados ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal e que têm como objetivo a anulação dos julgamentos.

PJMP ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ

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Maceió, Alagoas, Brazil
"CASA DA MÚSICA, DA DANÇA, DO ENTUSIASMO LUGAR DE ENTRAR CHORANDO E SAIR SORRINDO, E SER ABENÇOADO."

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